Protetores faciais

A demanda urgente de protetores faciais na linha de frente de atendimento aos pacientes com o novo coronavírus chegou ao Inova USP, que procurou articular uma iniciativa emergencial para ampliar a proteção dos profissionais de saúde.

A articulação envolveu alguns laboratórios da USP com impressoras 3D e recursos de prototipagem para produção da máscara Shield, equipamento de proteção facial que garante maior segurança aos profissionais quando colocado sobre a máscara normalmente utilizada por eles.

Em geral, a máscara Shield é composta de um suporte plástico e de um visor transparente. O suporte plástico pode ser produzido por impressão 3D. A produção foi iniciada no InovaUSP no laboratório Fábrica do Futuro atuando em rede com outros laboratórios que possuem impressoras 3D na USP, como o LAME da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e o INOVALAB@POLI da Escola Politécnica (EP). Em impressora 3D, o suporte que compõe o protetor leva cerca de uma hora para ser produzido. Em seguida, é acoplada a folha do visor transparente devidamente recortada. Na primeira semana do projeto foram confeccionados 40 protetores faciais.

A fim de agilizar a produção, a equipe envolvida, com a coordenação da Profa. Cirstiane Aun Bertoldi (FAU), desenvolveu um novo modelo de Shield que não depende mais da fabricação por impressão 3D. Esse modelo pode ser montado com materiais disponíveis no mercado. Foram então produzidas 900 unidades que foram entregues ao Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). O processo de montagem desse Shield foi documentado e os manuais estarão disponíveis nesta página.

Posteriormente, a equipe articulou a produção em maior escala por meio da injeção plástica do suporte dos Shields para ampliar o volume de produção. Por esta técnica já foram produzidos 10.000 unidades. A previsão atual é de produção de até 30.000 Shields por esta técnica, a partir de material já doado.

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